sexta-feira, 11 de agosto de 2017

QUAIS ATIVIDADES ENVOLVEM O ENDOMARKETING?

Resultado de imagem para endomarketing
Adicionar legenda

 O endomarketing consiste em trabalhar os conceitos e as estratégias mercadológicas voltadas para dentro da empresa, ou seja, trata-se da aplicação de todos os conceitos de marketing no ambiente interno da empresa e junto aos seus colaboradores. Para Grönroos (1995) “a premissa do endomarketing é de que uma troca interna entre a organização e as equipes de empregados deve funcionar eficazmente antes que a empresa possa ter êxito no alcance de suas metas relativas aos mercados externos”Já na visão de Cobra (2003) endomarketing “deve vender internamente as ideias, as campanhas promocionais, para que todos na organização estejam atentos a trabalhar com o único objetivo de atender às necessidades do mercado. Mas, quais atividades são responsabilidade da equipe de endomarketing? Bekinapud França (2007) elencou de uma forma muito assertiva essas responsabilidades:

Comunicação interna: é a principal forma de fortalecer o relacionamento entre organização e empregados. É através da comunicação que o funcionário tem acesso aos objetivos, estratégias, valores, novos produtos e campanhas de marketing lançadas, feedback sobre desempenho. Vários canais de comunicação podem ser usados (vídeos, comunicados, mural), mas o principal canal é o líder.

Recrutamento e Seleção: a importância desse processo está nos benefícios de escolher as pessoas certas para a empresa. Além de poder evitar a alta rotatividade, aumenta as chances de comprometimento com os objetivos e valores organizacionais. E é na hora da seleção que os profissionais devem “vender” a empresa aos candidatos, sendo, assim, importante que eles conheçam o marketing da empresa.


Treinamento sob a ótica de educação e desenvolvimento: além de passar conceitos e técnicas, os treinamentos devem transmitir valores necessários ao desempenho da função tanto atual como futura, acarretamento um desenvolvimento profissional e humano do empregado. O treinamento deve ser usado como meio de valorização do empregado, tornando-o comprometido com a empresa.

Planos de carreira: são a tradução clara das possibilidades de crescimento dos funcionários dentro da organização, servem de estímulo e são uma forma de reter talentos. Devem ser bem divulgados e de fácil entendimento.

Motivação, valorização, comprometimento e recompensa: estas são as palavras-chave das atividades da equipe de endomarketing. Busca apoiar todas as ações que visam motivar e gerar comprometimento do empregado com a empresa. Vale mencionar algumas medidas importantes: motivação e recompensa do grupo; envolvimento dos empregados no planejamento e na tomada de decisões; estímulo à iniciativa e à criatividade; delegação de poderes; remuneração adequada.

Pesquisa de mercado de clientes internos: é a famosa pesquisa de satisfação, avalia aspectos relativos ao ambiente de trabalho, remuneração, benefícios e outras questões relacionadas a situações de trabalho. Ela vai identificar falhas organizacionais que necessitam de correção.

Segmentação do mercado de clientes internos: consiste em dividir os funcionários de acordo com suas necessidades, expectativas e perfil, de modo a comunicar de maneira mais assertiva. Por exemplo, no caso de uma instituição de ensino, existem os funcionários administrativos e os professores. Alguns treinamentos e canais de comunicação devem ser pensados e executados de forma diferente para estes clientes internos.

Demissão: um dos momentos mais delicados na gestão de recursos humanos. Quando um funcionário é demitido é preciso que fique claro para ele e para os funcionários que trabalhavam com ele qual o real motivo da demissão. É interessante adotar um programa de demissão voluntária e serviços de recolocação. Na medida do possível, a demissão deve ser sempre a última opção e a demissão em massa deve ser evitada.

Referências Bibliográficas
COBRA, Marcos. Administração de Marketing no Brasil. São Paulo: Cobra Editora de Marketing, 2003.
FRANÇA, Ana Cristina Limongi. Prática de Recursos Humanos – PRH: conceitos, ferramentas e procedimentos. São Paulo: Atlas, 2007.
GRÖNROOS, Christian. Marketing: gerenciamento e serviços: a competição por serviços na hora da verdade. Rio de Janeiro: Campus

Ideia de Marketing 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O PAPEL DOS STAKEHOLDERS


O consumidor não é o único fator importante para a construção da reputação da marca, os 
stakeholders, ou seja, todas as pessoas que estão envolvidas direta ou indiretamente com o impacto das ações da empresa em sociedade, são fundamentais para a construção de uma boa reputação.

As empresas devem reconsiderar a visão de que o consumidor é único público realmente importante para a reputação imagem da marca, todos são.
Reconhecer o papel de cada um e trabalhar para que se identifiquem com a empresa dentro do seu universo é essencial.
Hoje o papel de marketing da empresa vai além de sua atividade de vendas.
A imagem da marca é fundamental.

Lidar com responsabilidade e ética com o fornecedor. Motivar colaborador, fazer ações de responsabilidade socioambiental para a sociedade em geral, são meios de fazer a sociedade acreditar e reconhecer a marca.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

ACONTECEU A CRISE. E AGORA?


A gestão de crise é assunto normalmente desconsiderado até o momento em que ela se instala. E afeta duramente a reputação de empresas e figuras públicas.

Nesse momento de adversidade para quem não está preparado normalmente o medo das consequências paralisa ou remete a decisões que, ao invés de ajudar, atrapalham.

Quando se percebe com antecedência que uma crise vai se instalar – o que é raro acontecer -, fica mais fácil contratar um especialista em gestão de crise. Mas é difícil haver esse aviso prévio. 

A gestão de crise deve ser feita por especialista contratado, externo, que deve atuar na parte de comunicação com precisão cirúrgica, para minimizar os danos à imagem da empresa ou pessoa física.
É difícil, mas se a gestão for bem-feita pode até acontecer da empresa ou pessoa atingida pelo problema sair mais forte depois da tempestade. De qualquer forma lições vão sobrar, e as mais amargas serão para os que não se incomodam com a condução desse processo.

Um exemplo recente aconteceu com a Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Marcas importantes com Sadia, Friboi, Perdigão e Seara foram atingidas. Rapidamente o foco foi direcionado às grandes empresas de produção de proteína que detêm essas marcas.

JBS e BRF ficaram em evidência no olho do furacão e imediatamente dispararam seus dispositivos de proteção. No noticiário televisivo ou dos principais jornais a notícia foi dada rapidamente, seguida por longas e extensas notas de explicação por parte das empresas. O que, convenhamos, não faz parte do comportamento habitual destes veículos. Mas aí conta ponto uma questão muito relevante: são marcas que figuram entre os maiores anunciantes habituais destes veículos de comunicação. Fala mais alto o valor das contas publicitárias.

Mas isso só não basta: foram disparados uma série de anúncios mostrando que a “crise” da carne fraca tinha uma dimensão minúscula e restrita a “apenas” 30 dos mais de 4000 frigoríficos do Brasil.  
Combate se a mídia com a própria mídia!

Outra coisa: combater uma notícia ruim com mentiras é suicídio. Nunca se deixe tentar por uma saída “fácil”.  Em São Paulo há alguns anos a administração do metrô teve de enfrentar uma crise provocada quando emissoras de TV mostraram guardas de segurança agredindo um homem. 

A resposta foi curta e grossa: “A CPTM não admite esse tipo de comportamento e seus colaboradores são treinados rotineiramente para melhor atender o público. Os funcionários flagrados agredindo um homem já foram demitidos”.
No dia seguinte já não havia mais crise.

Por: Márcio Pires Antunes 
Jornalista. Especialista em Marketing